Dia Internacional das Mulheres e Raparigas na Ciência

quinta-feira, fevereiro 11, 2021

 


Hoje, dia 11 de fevereiro, celebra-se o Dia Internacional das Mulheres e Raparigas na Ciência, decretado pela Assembleia Geral das Nações Unidas com o objetivo de alcançar o pleno e igual acesso e participação na Ciência por parte de raparigas e mulheres. Aderindo a uma iniciativa promovida pelo Instituto Superior Técnico, o C2TN decidiu assinalar esta data desafiando as nossas mulheres investigadoras a explicarem-nos aquilo que as motiva a fazer ciência. Assim, partilhamos aqui convosco as suas respostas à pergunta 


"Sou cientista porque..."


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"... há muitas pontes de conhecimento por construir. Em medicina, a radiação ionizante tem um papel fundamental tanto em terapia como em diagnóstico. Cada vez mais, existe uma necessidade crescente de novas e mais eficazes terapias. É no mundo dos efeitos biológicos das radiações que mergulho todos os dias e procuro respostas para essas novas terapias e, assim, contribuir para uma melhor qualidade de vida na nossa sociedade." (Ana Belchior, investigadora na área da Proteção e Segurança Radiológica)





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"... sempre fui curiosa. No meu trabalho combino o gosto pela química com o interesse pela história. A datação por luminescência e os estudos composicionais permitem-me contribuir para "contar a história" dos minerais que formam os objetos e os contextos do património cultural." (Ana Rodrigues, investigadora na área do Património Cultural)

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"... procuro a beleza nas coisas pequenas. Uma molécula sozinha pode não ser muito, mas se pusermos milhões delas a comunicar entre si (interagir), criamos um material que pode falar-nos sobre coisas muito interessantes. É a essas conversas que eu gosto de estar atenta para primeiro as aprender e depois ensinar outras moléculas a falar. E a falar ainda melhor." (Dulce Belo, investigadora na área dos Materiais Avançados)




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"... descobrir o "porquê" fascina-me. Moléculas de grandes dimensões constituídas por pequenas unidades estruturais que se repetem são intrigantes...  Dada a diversidade de tamanho, tipo e origem das unidades repetitivas, e as diferentes técnicas que podemos utilizar para as "encaixar", a aplicabilidade destes materiais é muitíssimo vasta e isso é fascinante e desafiante!" (Helena Casimiro, investigadora na área dos Materiais Avançados)

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"... não consigo deixar de perguntar "porquê?". E a ciência é a forma de responder a todas as questões. É todos os dias poder voltar a ver o mundo com a admiração e surpresa de uma criança. É uma fonte inesgotável de oportunidades de nos maravilharmos e aprender algo surpreendente." (Joana Guerreiro, investigadora na área das Ciências Radiofarmacêuticas)





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"... acredito que posso contribuir para uma sociedade mais sustentável. A qualidade do ar é essencial para a saúde e bem estar de todos os habitantes do nosso planeta. O meu papel como investigadora é o de gerar informação sustentada para uma sociedade mais capacitada para lidar com o problema da poluição atmosférica." (Marta Almeida, investigadora na área do Ambiente)





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"... sou feliz a fazer a diferença na vida dos outros. É nessa diferença que penso muitas vezes, ser cientista com nanopartículas e vírus vazios e células e radiações e, no final do dia, sempre em equipa, ter um raciocínio integrado dos resultados e saber aplicar. É um privilégio estar sempre a crescer!" (Rita Melo, investigadora na área das Ciências Radiofarmacêuticas)





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"... procuro conhecer o património natural e cultural. Os meus estudos permitem um conhecimento aprofundado do meio ambiente e avaliar a geoquímica dos solos superficiais. O estabelecimento de níveis naturais dos elementos químicos contribui para potenciar a avaliação de alterações ambientais e preservação do património cultural e natural." (Rosa Marques, investigadora na área do Património Cultural e Ambiente)





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"...  há um mundo invisível para descobrir. Para além do que a nossa vista consegue alcançar existe um mundo de pequenos organismos microscópicos com os quais podemos aprender e devemos conviver. A microbiologia leva-me nesta viagem ao mundo invisível onde tento aprender como equilibrar os microrganismos na nossa vida." (Sandra Cabo Verde, investigadora na área das Tecnologias Nucleares e Proteção Radiológica)





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"... descubro de que é feita a essência da matéria. Através dos elementos químicos caracterizo diferentes matérias, tanto em contexto arqueológico como ambiental. Todos em conjunto contam-me uma história: nos metais arqueológicos identifico fontes de matérias-primas, tecnologias de fabrico e rotas de circulação na Antiguidade, no ambiente avalio os elementos poluente e o seu grau de contaminação." (Susana Sousa Gomes, investigadora na área do Património Cultural e Ambiente)



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