Há vida no C2TN em tempos de pandemia III

terça-feira, junho 16, 2020

Porque a vida continua sempre, no “Há vida no C2TN”, continuamos a publicar alguns testemunhos sobre a experiência de trabalho remoto, vivida pelos membros do C2TN, em tempos de pandemia.
Hoje deixamos o terceiro testemunho...


Que avaliação faz da sua adaptação ao regime de teletrabalho? Quais foram os principais desafios desta mudança? Que oportunidades trouxe esta alteração? Que impacto teve na sua produtividade?
O regime de teletrabalho não foi uma novidade para mim, fruto do meu trabalho computacional consigo trabalhar 100% à distância e já o tinha realizado pontualmente. O desafio foi acumular teletrabalho com duas filhas, 9 e 5 anos, e as três em adaptação diária a uma realidade diferente.
Assim, nas primeiras semanas, a produtividade foi muito baixa. Com o tempo, aprendemos as 3 a respeitar o nosso espaço e tempo, e as minhas filhas aprenderam muito sobre o meu trabalho e sobre o que a mãe faz no seu dia-a-dia. Com esforço, compreensão, aceitação e amor.


A pandemia evidenciou a existência de ferramentas de trabalho à distância, que talvez pudessem ser usadas regularmente em circunstâncias “normais”. Prevê no futuro continuar a usar algumas dessas ferramentas? Pretende adoptar sempre que possível o regime de teletrabalho?
Algumas das ferramentas de trabalho já utilizava, aliás utilizo o slack diariamente com o grupo do Centro de Neurociências e Biologia Celular da Universidade de Coimbra com quem colaboro. Em relação ao teletrabalho, se possível, continuarei a recorrer pontualmente mas eu prefiro a rotina diária do local de trabalho, do convívio são entre colegas e a discussão de temas que nos faz crescer também cientificamente.

Como antevê o regresso ao trabalho presencial? Sente-se seguro? Sentiu-se apoiado, informado pela sua instituição? Como avaliaria a interação do Técnico e do C2TN, em particular, com os seus membros?
Recentemente regressei ao trabalho presencial de forma gradual e parcial, uma vez que ainda tenho uma filha em telescola. Sinto-me segura e apoiada. O Técnico e o C2TN têm mantido uma relação próximo connosco permitindo esclarecer duvidas, o que nos ajuda a recomeçar em um ambiente calmo e seguro.

A pandemia veio mostrar que é possível, até por vontade política, a mobilização para uma alteração global de comportamentos. Considera que existe aqui uma oportunidade para pensar em como se pode efetivamente implementar políticas, por exemplo, em relação às mudanças climáticas e boas práticas para um futuro sustentável?
Honestamente?! Onde acho que podem ocorrer mudanças, é onde noto que já ocorrem nomeadamente no ambiente de investigação onde trabalho. De resto, a população em geral, não creio que a pandemia terá um impacto positivo no comportamento das pessoas a médio/longo prazo. Rapidamente voltaremos à corrida dos dias, ao consumismo desenfreado, à pouco empatia com o próximo. Espero estar enganada, e que vida me ensine a ser (mais) crente nas pessoas.

Rita Melo, investigadora do C2TN


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